Um olhar sobre o que é notícia em toda parte
Uma janela para Montes Claros
(38) 3229-9800
 
Conheça-nos
Principal
Mural
Eu te procuro
Clamor & Broncas
Músicas de M. Claros
Hoje na história
 de M. Claros
Montes Claros
 era assim...
História
Chuvas em M. Claros,
  mês a mês,
 de 1905 a 2012
Memorial de
 João Chaves
Memorial de
 Fialho Pacheco
Reportagens
Concursos
Colunistas Convidados
Notícias por e-mail
Notícias no seu site
Fale conosco
 
Anuncie na 98 FM
Ouça e veja a 98 FM
Conheça a 98 FM
Peça sua música
Fale com a Rádio
Seja repórter da 98
Previsão do tempo
 
Anuncie na 93 FM
Ouça a 93 FM
Peça sua música
Fale com a Rádio
Seja repórter da 93
Publicidade
 
Avay Miranda
Iara Tribuzi
Manoel Hygino
Alberto Sena
Augusto Vieira
Avay Miranda
Carmen Netto
Dário Cotrim
Dário Teixeira Cotrim
Davidson Caldeira
Edes Barbosa
Efemérides - Nelson Vianna
Enoque Alves
Flavio Pinto
Genival Tourinho
Gustavo Mameluque
Haroldo Lívio
Haroldo Santos
Haroldo Tourinho Filho
Hoje em Dia
Iara Tribuzzi
Isaías
Isaias Caldeira
Ivana Rebello
João Carlos Sobreira
Jorge Silveira
José Ponciano Neto
José Prates
Luiz Cunha Ortiga
Luiz de Paula
Manoel Hygino
Manoel Hygino)
Marcelo Eduardo Freitas
Marden Carvalho
Maria Luiza Silveira Teles
Maria Ribeiro Pires
Mário Genival Tourinho
Oswaldo Antunes
Paulo Braga
Paulo Narciso
Petronio Braz
Raphael Reys
Raquel Chaves
Roberto Elísio
Ruth Tupinambá
Saulo
Ucho Ribeiro
Virginia de Paula
Waldyr Senna
Walter Abreu
Wanderlino Arruda
Web - Chorografia
Web Outros
Yvonne Silveira
 
Atuais
Panorâmicas
Antigas
Pinturas
Catopês
Obtidas por satélite
No Tempo de Lazinho
Estrada Real Sertão
Mapa de M. Claros
 

10/9/2014 -"...teve até o desfile de um mendigo novo, supostamente drogado, que andou pelo centro, o quarteirão fechado da rua Simeão Ribeiro, completamente nu, exibindo-se". A crescente degradação da Praça da Matriz e vizinhança pede:

»1 - Policiamento mais rigoroso
»2 - Redefinição do uso da praça que é o marco zero da cidade
»3 - Outra reforma física
»4 - Maior empenho das autoridades no cumprimento das leis
»5 - Uma recuperação em todos os sentidos

» Ver resultados «




Buscar no Site


Previsão do tempo

Digite uma cidade:

Busca no



 
 


           Haroldo Santos    haroldo.bh@terra.com.br

65525
Por Haroldo Santos - 14/1/2011 13:19:37
Montes Claros e seus tipos inesquecíveis

Lalaô foi um "doido", ou pelo menos como tal na época era julgado, que viveu na cidade de Montes Claros entre as décadas de 40 e 60. O seu verdadeiro nome não se sabia, mesmo porque não era divulgado, tamanha a popularidade do seu apelido.
Como ele, vários outros tipos populares inesquecíveis povoaram a vida de Montes Claros naquele período que foi considerado áureo, uma cidade bucólica e romântica, que tinha, entre outras atrações, o famoso Cassino Montes Claros, conhecido internacionalmente pela beleza das mulheres que habitavam "Rendez Vous" gloriosos então administrados com muito orgulho pelas próprias prostitutas, ao contrário de hoje, época dos executivos modernos, quando empresários cafetões e cafetinas requereram para si a atividade de explorar e administrar o lenocínio nas "New Sagitarius" da vida.
Região de pecuária de corte, a cidade tinha também um "comércio nervoso" em decorrência da sua localização estratégica de entroncamento viário entre o sul da Bahia, o Norte de Minas e toda a Região Sudeste, e projetou seu nome além das fronteiras. Quem nunca ouviu falar da famosa Carne de Sol de Montes Claros
Naquele tempo em que as pessoas tinham tempo e espaço para a vida em comunidade, eram comuns os chamados "tipos populares", presentes na história de toda cidade que se prezava.
Nós, que tivemos o privilégio de conhecer a Montes Claros daqueles velhos tempos, assistimos agora à existência de uma cidade sem uma identidade própria, onde o desenvolvimento industrial e o crescimento demográfico não planejado são acompanhados a passos largos por deformidades exuberantes na convivência sócio-econômica e urbanística.
O mundo moderno, dizem alguns, ficou pequeno com o aparecimento da Internet, a grande teia mundial de comunicação, entretanto, na verdade, ficou foi "grande demais" para os "pequenos detalhes" da vida quotidiana. O progresso científico-cultural, as invenções e as descobertas deste final de século, trouxeram soluções para a maior parte das dificuldades da humanidade, mas apesar disso, as cidades deterioram, com um número cada vez maior de problemas que não têm tido solução, e hoje, é praticamente impossível a identidade das comunidades com os seus chamados "tipos populares", tão comuns e indispensáveis à própria biografia das mesmas e qu8e se perderam no redemoinho do crescimento desordenado.
Daí a modesta intenção de tentar retratar nesta despretensiosa crônica alguns episódios pitorescos da vida de Montes Claros à época de Lalaô e seus congêneres.
Lalaô
Lalaô foi uma das figuras mais interessantes daquela época, inclusive pela polêmica em torno de sua própria condição psíquica, uns afirmavam que ele era doido, enquanto outros diziam que ele se fazia passar por doido para viver, sendo na realidade "muito esperto e espirituoso". E a respeito de suas "observações" sempre rápidas e espirituosas existem folclores, e lembramos como exemplo um fato ocorrido na famosa Rua 15, que era a rua do "footing" e dos bate-papos na época. Nesta ocasião, uma jovem senhora da sociedade montesclarense, recém-casada, e já esboçando orgulhosa a sua gravidez, passava pela referida rua quando ali se encontravam proseando um grupo de rapazes com o nosso personagem, e como ele sempre fazia, tecendo considerações diretas e espirituosas sobre todos os transeuntes, ao vê-la passar, não se conteve e exclamou, dirigindo-se à jovem senhora: -Ah. Agora eu quero ver você dizer que não "fez" nada....
Ele sempre tinha uma observação e um enfoque sobre cada pessoa, era um observador nato por assim dizer, e como um crítico mordaz e sempre atento, nada lhe passava despercebido, aguçado que era este seu espírito.
Um dos episódios mais pitorescos de sua história diz respeito exatamente à sua pseudo-condição de doido, o que ocasionalmente o transformava em um sociopata de convívio mais difícil, exigindo da Polícia, nestes momentos, o seu encaminhamento ao Manicômio de Barbacena para a internação e tratamento psiquiátrico, comuns à época.
Na época foi chamado na delegacia o Tião Peba, figura muita conhecida na cidade como seleiro e que exercia também as funções de acompanhante de pacientes que eram encaminhados ao famoso manicômio, e que foi incumbido pelo delegado de polícia de levar o nosso personagem por meio de transporte ferroviário.Tudo acertado, lá se foram os dois. Entretanto, ao chegar ao manicômio conduzindo Lalaô, Tião Peba foi surpreendido pela "engenhosidade" de raciocínio daquele "suposto doido", que disse de imediato ao porteiro na entrada do hospital:- "Olha moço, eu estou trazendo este velho doido de Montes Claros, mas estou deixando ele pensar que é ele quem está me trazendo. Logo que entrarmos no Hospício você trata de trancá-lo logo porque ele é muito perigoso".
Dito e feito, o esclarecimento só se deu algum tempo depois, quando Lalaô já tinha passeado bastante pela cidade, provavelmente tentando conseguir algum dinheiro para a sua pretendida volta, enquanto Tião Peba estava no manicômio tentando ainda se explicar.
De outra feita, num dos períodos de "estabilidade psíquica", e aproveitando seus dotes de pintor de paredes que era, ele foi contratado para pintar um logotipo enorme na fachada do famoso Curtume Montes Claros, uma construção antiga que se localizava no Bairro do Melo e que podia ser avistada de várias partes da cidade. Mas, ao combinar o preço, houve uma diferença de 5 mil reis (moeda da época) entre o orçamento e a oferta feita pelo proprietário. Ele não quis discutir, aceitou em princípio a oferta, colocou a escada no grande paredão que ficava voltado para a cidade e começou a pintar o nome da indústria bem no alto da fachada, em letras garrafais, "CU", e parou na segunda letra o seu trabalho.
Desceu da escada, procurou o contratante e disse-lhe: -Só continuo pelos 30 mil reis.
E não é necessário dizer que ele recebeu o preço integral para continuar bem depressa o seu trabalho, e completar o logotipo que parcialmente escrito denunciava um significado jocoso e não desejado quando avistado da cidade.

500 pelo cadáver
Antigo viajante da década de 40 na região de Montes Claros, oriundo, segundo diziam, de família importante de S. Paulo, este personagem desenvolveu uma grave neurite periférica alcoólica de caráter degenerativo que limitava intensamente a sua deambulação pelas ruas da cidade que antes o havia assistido brilhar nas pistas de dança do famoso Cassino Montes Claros nos seus áureos tempos de moço jovem e elegante.
Sempre trajando ternos bem cortados, sapatos lustrosos e cabelos bem penteados ele se tornou conhecido na cidade nos seus tempos de mancebo garboso, mas as noitadas na boemia e o uso constante de bebidas alcoólicas o transformaram num ancião precoce que levava várias horas para percorrer alguns quarteirões desde o seu barraco próximo à Santa Casa até o centro da cidade onde passava o dia, fazendo o mesmo percurso de volta em outras tantas horas no final da tarde.A sua limitação de movimentos que provocava um andar titubeante e muito lento e as suas feições já carcomidas facultaram-lhe o apelido de 500 pelo cadáver, e quando algum moleque gritava aquele apelido irritante, impotente para se locomover, ele usava a única arma que ainda lhe restava para rebater a zombaria, a sua língua ferina: -"É a ...... da mãe desgraçado, filho da puta".
Viveu assim vários anos, íntegro em uma pseudo-elegância que nunca perdeu, sempre de paletó, ainda que agora todo esfarrapado e sujo, mas sem perder a aparente fleuma que apresentava impecável na juventude, só que mantida ereta agora apenas pela inflexibilidade imposta pelas suas artroses e artrodeses articulares oriundas de sua doença degenerativa.
Manoel 400
Nas décadas de 50 e 60 os quitutes monstesclarenses tinham a participação especial de um personagem pitoresco: Manoel 400. Naquela época de fogões a lenha, as pequenas carroças de lenha que eram vendidas de porta em porta à semelhança do que acontece hoje com os caminhões de gás, precediam sempre à chegada de Manoel 400 que aparecia logo em seguida com o seu machado, sempre bem afiado, para desdobrar (cortar) aquela lenha possibilitando o seu uso no fogão.Tipo imprescindível naquela Montes Claros, ele também se fazia notar pelo seu aguçado "espírito de conquistador" com galanteios gentis, puros e sempre generosos para todas as moçóilas da cidade, e no seu perfil havia uma certa astúcia em "dar ferradas" apontando para os ares com a descrição de objetos hipotéticos e inexistentes e quando a pessoa ou pessoas solicitadas olhavam na direção por ele indicada imediatamente exclamava com um sorriso de vitória nos lábios :-Ô lalaika.
Era tal a sua pureza de espírito que se transformou num tipo imprescindível nos fundos de quintal, e à noite quando os rapazes se reuniam na rua 15 para ver o "footing", ali estava ele misturado aquela sociedade emergente, de banho tomado, cabelo glostorado (Glostora era um popular óleo para cabelos usado na época), com uma camisa de mangas curtas e uma gravata atada ao grosso pescoço de alterofilista (afinal era uma lenhador, o verdadeiro alterofilista), pronto para os seus galanteios e as suas imaginárias conquistas e "flertes".
Tuia
Tuia foi outro tipo inseparável da paisagem cosmopolita da cidade. Ele era um ex-escravo de feições agigantadas, com pés que, sem a limitação dos sapatos que nunca usou, cresceram exageradamente e apresentavam horríveis crostas ressecadas. Suas feições exuberantes, os lábios demasiadamente grossos e a grande projeção do lábio inferior que lhe provocava sempre uma sialorréia abundante, faziam de sua figura um verdadeiro representante dos contos de terror. Era um personagem que habitava "os arrepios e os medos" das crianças montesclarenses da época, que ao vê-lo geralmente apertavam as mãos dos pais com firmeza numa súplica de proteção .
Entretanto ele não era agressivo, e, ao contrário, era incapaz de qualquer ato de rebeldia ou agressividade.O seu lar por muitos anos foi o alpendre da casa em que funcionava a sede do O Jornal de Montes Claros, e ali ele era como um vigia daquela casa, fazendo parte integrante da paisagem da Rua Dr. Santos na velha Montes Claros que, como ele, também já era centenária naquela época.
Requeijão
Outro tipo popular que viveu na mesma época em Montes Claros tinha o apelido de Requeijão, e bastava que algum moleque traquinas o chamasse pelo apelido para que ele respondesse com um verdadeiro rosário de nomes e expressões indeclináveis, tal era o seu vocabulário de palavras impublicáveis.
Naquele tempo os bares típicos da época não ofereciam o conforto das lanchonetes e "fastfoods" de hoje com seus balcões e vitrines industriais resfriados e serviços de produção industrial preparados para o consumismo moderno dos sanduiches e "colas" da atualidade.
Eram instalações comerciais simples, com uma máquina de café e um balcão de madeira com vitrine de vidro e prateleiras forradas de papel manteiga para a exposição protegida dos quitutes regionais: fatias de requeijão e queijo, broas de fubá, bolos, biscoitos fofão, pés de moleque, doces de leite e de coco, todos produtos caseiros da melhor qualidade.
Mas como lembrávamos, era tal a ojeriza do personagem pelo apelido que ele era incapaz até mesmo de pronunciá-lo, e quando entrava num bar com vontade de se deliciar com uma boa fatia de requeijão ele simplesmente apontava para a vitrine dizia:
-Me dá um pedaço desta "desgraça" aí.

Mundinho Atleta
Uma das figuras mais carismáticas e constantes nas rodas de bate-papo do antigo Cafezinho do Zim Bolão, ponto obrigatório de reunião para as fofocas do dia, ele continuou emprestando e a sua presença na esquina do Café Galo, sucessor automático da antiga sede das fofocas montesclarenses. Muito magro ele sempre fez jus ao seu apelido em reverso e era saudado sempre como o futuro prefeito da cidade, fato que rebatia sempre dizendo que o prefeito em exercício era apenas um seu preposto, além do que, importantes mesmo eram as batalhas imaginárias travadas sob o seu comando, que o transformaram num general de 5 estrelas. Mundinho seguiu sua trajetória irretocável de figura imprescindível na história da cidade, uma história cheia de estórias.


Zé Amorim

E o Zé Amorim? Este não podia faltar nestas lembranças porque ele representou para a Montes Claros antiga o que o "Google" representa hoje para o mundo moderno, isto mesmo o "Google", porque ele dava notícia de tudo e de todos, sabia da vida de cada um e tinha aquela linguagem própria e extremamente satírica para descrever cada personagem da cidade. Entrar no Bar Maravilhoso, na Rua 15, correspondia a "entrar" hoje no "Google" para saber das últimas ou de todas as novidades.
Ele era singular, e seu olhar sobre a cidade foi sempre de uma riqueza indescritível, pena que ele não tenha deixado em letras suas palavras ricas na descrição analítica de seu tempo.
E esta era uma característica familiar, pois seu pai, Pedro Montes Claros, e seus irmãos, Tuca, Sinval e Bem Pau Véi, também tinham a língua afiada como uma navalha, que aliás era o instrumento de trabalho do seu pai, que foi barbeiro durante muitos anos e gozava da intimidade dos chamados coronéis da cidade.
Quem daquela época não se lembra de Bem Pau Véi com sua marca registrada de cumprimentar as pessoas: -Êh, leão desgraçado!!!
Alguns até se assustavam com seu jeito abrutalhado quando estava bêbado, e ele sempre estava!
Zé Amorim nunca deixou um freguês sem a sua pitada sarcástica de gozação, ou pela frente ou pelas costas, ele sempre dava seu diagnóstico.
Os irmãos Zacalex, gregos que vieram morar em Montes Claros, também sofreram suas gozações. Eles freqüentavam o sanitário do bar geralmente após o almoço para se aliviarem, e o Zé começou a notar um certo entupimento no vaso sanitário logo após o uso por um deles. O Zé que "não deixava por menos", resolveu dar o troco na hora certa, e numa das vezes que o Zacalex chegou e pediu a chave do sanitário o Zé foi logo retrucando: -Ô meu irmão, vou lhe dar a chave e você pode usar o vaso, mas vê se você "bitola", tá?
Também corria uma história sobre o Zé que morava na época no Bairro Roxo Verde em uma avenida movimentada que fazia a ligação para o Alto de São João. Numa tarde ele estava sentado em frente à porta da casa, onde seus animais viviam em total liberdade, gatos, cachorros, galinhas, etc..
Em determinado momento uma carreta carregada com sacos de semente de algodão atropelou e matou uma das suas galinha e aí o Zé ficou "macho" com a situação e disse:
-Isto não ficar assim não!
Imediatamente pegou a sua moto, uma Harley Davidson, e partiu atrás daquela jamanta que logo foi alcançada, e aí o Zé foi logo mandando o motorista parar para tirar satisfação com ele.
Mas ao parar a carreta o motorista se apoiou com o braço sobre a janela e o Zé viu se descortinar uma bíceps que mais parecia um quadríceps de tão forte, e o motorista perguntou:O que que foi, meu irmão?
O Zé, que nunca foi bobo,tratou logo de resolver bem a situação e perguntou ao motorista:
-Quantas toneladas o senhor está levando aí?
Ao que o motorista respondeu: -40 toneladas!
O Zé então finalizou: -Ah! Eu bem que havia calculado certo, porque a minha galinha ficou só a plastra lá no chão! Boa viagem para o senhor!
O irmão do Zé, o Sinval Amorim, de certa feita, tinha um dos seus apartamentos alugados a preço muito baixo no prédio que tinha o nome do seu pai, Edifício Pedro Montes Claros, e resolveu reaver o imóvel alegando necessidade de morar nele, mas a inquilina se recusou a sair do imóvel e como a justiça sempre foi muito morosa, foram anos e anos nessa pendenga judicial. O Sinval diariamente ia até à frente do apartamento, que ocupava o segundo andar, via a inquilina na janela e dizia;
-Vocês estão vendo aquele apartamento ali no segundo andar? Ele não é meu não, ele é daquela Filha da Puta que está lá na janela!...
Como estas várias outras figuras lendárias do verdadeiro folclore popular desfilaram sua importância social e porque não dizer cultural urbana, criando verdadeiros mitos dentro da comunidade e não serão esquecidas nunca por esta comunidade que sempre soube prestigiar estes valores antropológicos.
Este mundo aparentemente artificial, povoado de imagens irreais, fazia da vida da comunidade montesclarense uma verdadeira peça teatral, repleta entretanto de veracidades palpáveis, onde todos eram parte integrante do elenco deste imenso teatro real de figuras fantásticas, e fazia da cidade uma verdadeira escola de convivência urbana.
Montes Claros já não é aquela cidade de antanho, e hoje desvirginada pelo progresso já não há lugar para estes "pequenos grandes momentos" de pura poesia cultural e antropológica.
Quintuplicada em tamanho e número de habitantes já não há mais espaço nem tempo para uma parada no Bar Maravilhoso para saber das novidades nem tempo para as sábias reflexões daqueles montesclarenses inesquecíveis.
Parece que os ponteiros dos relógios já não se contentam com sua antiga rotina de velocidade circular e cederam lugar para relógios digitais, sem ponteiros, que parecem comandar o tempo mais depressa Esta era a Montes Claros daquela época, povoada de histórias e estórias, e como essas muitas e muitas outras ainda estão na memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de viver na Montes Claros do Velho Mercado Municipal, do antigo Cassino Montes Claros, da movimentada Praça de Esportes, do footing da Rua 15 e da Praça Cel Ribeiro e das famosas Horas Dançantes que fizeram o embalo dos montesclarenses naqueles tempos.
Velhos tempos! Grandes lembranças!


64259
Por Haroldo Santos - 2/12/2010 12:40:45

Centenário de nascimento de Mário Souza Santos - 29 de Novembro de 1910/2010

(Haroldo Alfredo Santos, filho, médico nascido em Montes Claros e residente em Belo Horizonte)

Com o sol ainda dormindo, ele já estava acordado para a labuta diária. Essa foi a rotina de vida de Mario Souza Santos, nascido em Caculé, Bahia, em 1910, mas "montesclarense da gema" como ele mesmo se identificava pois aqui chegou ainda jovem, aos 19 anos, no início de 1929, depois de uma curta passagem pela cidade de Porteirinha, e aqui se estabeleceu e residiu durante toda a sua vida.
Chegou como tropeiro, mas este foi só o início da sua jornada, porque lá dentro de si ele nunca deixou morrer uma vocação inata, ser fazendeiro. E foram precisos os estágios de comerciário (como balconista) e comerciante (proprietário da loja “A Branca de Neve”) para atingir o objetivo perseguido, a aquisição de terras que iriam formar as suas propriedades rurais, estabelecendo-se assim uma identidade que o acompanhou por toda sua vida, nos ajeitos e nos trejeitos.
Conhecia a terra como poucos e parecia ser um verdadeiro cúmplice a serviço da mesma, e foi assim que ele verdadeiramente se realizou e é assim que ele é reconhecido entre seus pares, um fazendeiro daqueles que não se fazem mais, daqueles que são considerados fazendeiros poéticos pela nova safra de fazendeiros empresários.
Seu Mario Santos, como era conhecido no Sertão Montesclarense, foi um homem sem vaidades, dedicou toda a sua vida ao trabalho e à família, e foi um verdadeiro exemplo de honradez, representando com dignidade a antiga assertiva de que um “fio de bigode valia mais que uma assinatura”. Sempre enfrentou as dificuldades como se fossem naturais, como se fizessem parte da vida, como obrigações a cumprir. Viveu o seu tempo numa luta silenciosa em que teimava manter os valores e diretrizes cunhados ao longo da vida e a teimosia sempre foi uma faceta do seu caráter porque era honesta e saia lá do fundo do seu coração. Mesmo porque nunca foi homem de aventuras e por isso mesmo teimava, e preferia não se aventurar muito em novidades, era teimoso inclusive nas suas idéias.
Foi sim um conservador, o que não o desdoura. Conservou, com sabedoria, os ensinamentos aprendidos a duras penas nas intempéries da vida e dizia sempre que nunca recebeu nada feito, mas por fazer. Tornou-se conhecido em várias regiões de Montes Claros e municípios vizinhos, os quais também conheceu palmo a palmo, no lombo de seus animais que considerava quase de estimação, tamanha a identidade com os costumes do campo (lembro-me de uma “besta” que era chamada de Morena, e que era a menina dos seus olhos, seu verdadeiro Rolls Roice).
Nas suas viagens ia conhecendo fazendas e fazendeiros de cada região com os quais se identificava e se tornava amigo, e mantinha um orgulho velado deste vasto conhecimento geográfico regional. Ele foi sempre um curioso e aprendeu a fazer de tudo um pouco, foi um autodidata.
Na minha longa convivência de filho eu tive um privilégio que na época de adolescente interpretava como obrigação: fiz muitas viagens com ele entre fazendas ou mesmo pelos pastos, em vistoria do gado e das terras, e viajava horas a fio perguntando sobre tudo que via ou que passava por nós, numa verdadeira “catilinária” rural.
Lembro-me de quando, ele montado em seu cavalo de nome Prateado e eu no meu cavalinho de nome Chumilim, íamos para a Fazenda Riacho do Fogo e lá chegávamos ainda com o orvalho sobre a grama e as folhagens, para ele começar a sua labuta diária.
Como era difícil para mim naquela época acordar de madrugada para acompanhá-lo, mas esta era a sua rotina e eu tinha que entrar nela. Não se conseguia vê-lo parado, tamanha a sua energia, e foi a sua experiência, esculpida no trabalho árduo e perene, que o transformou numa referência em toda a região. Era incansável em sua luta e labuta e eu não me lembro mesmo da palavra cansaço em toda a sua vida.
Nos currais aguardava o fim da ordenha para a vistoria do gado, quando aproveitava para curar gabarros e bicheiras, castrar novilhos e potros, tosar crinas e orelhas, marcar e vacinar novos animais. Depois dos currais vinha a vistoria dos pastos, das cercas, das aguadas e das roças plantadas e por plantar, milho, feijão, arroz, algodão, mandioca, etc.
Na Fazenda Riacho do Fogo uma das suas realizações, e certamente a de que mais se orgulhou, foi ter colocado água potável e encanada, sem o uso de nenhuma bomba hidráulica ou "carneiro", idealizando e realizando pessoalmente todas as fases do projeto, desde a captação até a distribuição por gravidade.
Sempre foi um polivalente e eu me orgulho de ter sido o seu companheiro em muitos momentos, atrapalhando algumas vezes, ajudando outras, mas sempre aprendendo alguma coisa ao seu lado. Atravessamos juntos muitas estradas barrentas com chuva escorrendo pela aba dos nossos chapéus, gotejando na ponta do nariz e descendo pelos lábios sedentos pelo calor do sertão.
Que saudades! Coisas simples, não é? Mas nelas, o segredo da vida se resume. São nelas que encontramos os momentos que nos marcam pelo resto de nossas vidas.
Ele foi um fazendeiro que marcou a sua época como um carvalho de raízes profundas e inabaláveis, entretanto, por detrás deste fazendeiro cunhado em têmpera de aço existia um outro homem, o pai, aliás, pai e mãe, porque depois de 8 anos de vida matrimonial harmoniosa e feliz com a esposa e os 3 filhos, ele sofreu o revés do destino perdendo a companheira inseparável que a doença inexorável ceifou precocemente.
Apesar da grande perda ele não se deixou abater e imbuído agora de responsabilidade dupla, cuidou de dar conta do recado, exercendo as funções de pai e mãe. E nunca se dobrou perante as dificuldades e na sua simplicidade procurou ensinar a vida numa dedicação quase obsessiva.
Nunca precisou de muitos afagos para demonstrar o seu carinho e na rigidez de sua postura transmitiu sempre a sinceridade do seu amor paterno conseguindo com seu trabalho, ensinar a trabalhar, com sua honestidade, ensinar o caminho, com sua dedicação, ensinar o amor e com sua simplicidade, ensinar o mais importante, o verdadeiro sentido da vida.
Foi sempre assim, um pai rígido mas um pai verdadeiro, um exemplo, o melhor que poderíamos desejar e talvez, e por isso mesmo, a vida lhe foi tão pródiga, permitindo-lhe esta verdadeira metáfora de sua vida no campo, simbolizar a árvore, onde ele simboliza o tronco e tem nos seus descendentes a copa frondosa com suas folhas e frutos.
Hoje aqui estamos reunidos para prestar-lhe esta homenagem póstuma, ainda que singela, numa demonstração de gratidão pelo seu exemplo de vida e dedicação, e agradecemos a Deus a oportunidade de fazê-la. Temos a certeza de que Deus, na sua bondade, está lhe restituindo o que por merecimento lhe é devido, e nesta oportunidade de reviver num relance fatos marcantes de sua vida marcante simbolizamos esta parábola perfeita que sintetiza uma vida completa.
Esta breve história de vida é a tentativa de trazer à nossa presença a aura de sua lembrança nestes momentos de saudade, saudade que é a doce presença da ausência e lembrança que é a doce presença da imagem que ficou para sempre nos nossos corações.
Querido pai, que Deus o tenha ao seu lado, neste lugar conquistado pela história de vida que você nos legou como a maior e melhor herança.
Você foi o nosso herói!...Saudades imensas!...




Selecione o Cronista abaixo:
Avay Miranda
Iara Tribuzi
Manoel Hygino
Alberto Sena
Augusto Vieira
Avay Miranda
Carmen Netto
Dário Cotrim
Dário Teixeira Cotrim
Davidson Caldeira
Edes Barbosa
Efemérides - Nelson Vianna
Enoque Alves
Flavio Pinto
Genival Tourinho
Gustavo Mameluque
Haroldo Lívio
Haroldo Santos
Haroldo Tourinho Filho
Hoje em Dia
Iara Tribuzzi
Isaías
Isaias Caldeira
Ivana Rebello
João Carlos Sobreira
Jorge Silveira
José Ponciano Neto
José Prates
Luiz Cunha Ortiga
Luiz de Paula
Manoel Hygino
Manoel Hygino)
Marcelo Eduardo Freitas
Marden Carvalho
Maria Luiza Silveira Teles
Maria Ribeiro Pires
Mário Genival Tourinho
Oswaldo Antunes
Paulo Braga
Paulo Narciso
Petronio Braz
Raphael Reys
Raquel Chaves
Roberto Elísio
Ruth Tupinambá
Saulo
Ucho Ribeiro
Virginia de Paula
Waldyr Senna
Walter Abreu
Wanderlino Arruda
Web - Chorografia
Web Outros
Yvonne Silveira
 



Voltar à Página Inicial

 






Um olhar de Montes Claros sobre o que é notícia em toda parte
Uma janela para Montes Claros


Clique e acesse nosso Twitter
Siga o montesclaros.com


Últimas Notícias

22/07/18 - 9h25
22 de julho de 1834, há exatos 184 anos: já com governo próprio há 2, M. Claros empossa o seu 1º juiz. Chamava-se Jerônimo. Jerônimo Máximo de Oliveira e Castro


21/07/18 - 18h01
Este noticiário será retomado na segunda-feira, às 7 horas, a não ser que aconteça fato extraordinário

21/07/18 - 18h
Cruzeiro busca vitória e aposta em combinação de resultados para chegar ao 3º lugar no Brasileirão

21/07/18 - 17h
Galo defenderá tabu de não perder para o Palmeiras desde julho de 2011

21/07/18 - 16h
Brasileiros têm 8 bilhões de moedas guardadas “em algum lugar”, revela Banco Central

21/07/18 - 15h02
"94 anos de saudade. (...) Ele saiu de junto da família aos 17 anos para trabalhar na linha férrea e nunca mais teve notícias da família"

21/07/18 - 15h
Brasileirão tem 2 jogos hoje, 7 amanhã e 1 segunda pela 14ª rodada

21/07/18 - 14h
Técnico faz mistério sobre substituto de Edinho no jogo do Atlético contra o Palmeiras

21/07/18 - 13h
Manchetes dos jornais: “INSS convoca beneficiários por doença e invalidez para perícia” – “Criação de emprego formal trava em junho” – “Brasil terá o dobro de presos até 2025”

21/07/18 - 12h
Sábado, domingo e segunda em M. Claros terão tempo uniforme, com temperaturas entre 29 e 12 graus  

21/07/18 - 11h
Brasil é o terceiro país do mundo em número de presos (726 mil). E tem 586 mil que não deveriam estar nas ruas

21/07/18 - 10h36
Jornal O Tempo: "Um adolescente de 14 anos foi linchado até a morte em M. Claros (...) após ser acusado de furtar um celular em um bar da cidade"

21/07/18 - 10h
Acumulada há 8 rodadas, Mega-Sena paga hoje 62 milhões de reais

21/07/18 - 9h
Multa de 100, a mil reais, para quem vender ou usar cerol ou material cortante. Agora, no Distrito Federal

21/07/18 - 8h
178 mil beneficiários de auxílio-doença e aposentados por invalidez têm até 13 de agosto para agendar perícia pelo telefone 135 do INSS

21/07/18 - 7h
Economia brasileira perde 611 vagas de carteira assinada em junho, entre contratações e desligamentos. Apenas 3 dos 8 setores da economia abriram vagas


20/07/18 - 18h
Galo já sofreu 11 gols de bola parada no Brasileirão

20/07/18 - 17h
Inscrições para 155 mil vagas do Fies podem ser feitas até domingo

20/07/18 - 16h
Arrascaeta chega aos 28 gols e se torna o maior artilheiro do novo Mineirão

20/07/18 - 15h
INSS começa a descontar dos segurados valores recebidos com a “desaposentação”

20/07/18 - 14h
Uso de celular plugado na tomada já provocou 9 mortes no Brasil em 2018

20/07/18 - 13h
Atlético fará 4 jogos em 11 dias pelo Brasileirão. Adversário de domingo será o Palmeiras

20/07/18 - 12h
Manchetes dos jornais: “Justiça manda Estado pagar salários em dia” -“Conselho Nacional de Justiça intima 3 magistrados sobre habeas corpus para libertar Lula”- Centrão encerra conversas com Ciro e fecha com Alckmin”

20/07/18 - 11h
Previsão era de 11 graus, mas frio foi de 14ºC, hoje ao amanhecer, em M. Claros. Meteorologia vê mais frio noturno até que chegue agosto

20/07/18 - 10h23
“A sucessão de graves acidentes nas rodovias do norte de Minas se transformou num registro corriqueiro que ocupa amplos espaços nos jornais, no noticiário das rádios ou imagens na televisão”

20/07/18 - 10h
61 milhões de brasileiros - quase um terço do total - não pagam as contas e desemprego é uma das causas

20/07/18 - 9h
Cruzeiro volta a vencer no Brasileirão, depois de 3 jogos, e entra no G-6

20/07/18 - 8h
Tribunal determina que governo de Minas pague os servidores da Educação até o 5º dia útil, em parcela única

20/07/18 - 7h
Neymar: "Desvalorização acho que não tem, porque saí da Copa e estão até agora falando do meu nome. Não me esquecem nunca"


19/07/18 - 18h
Cruzeiro e América se enfrentam hoje no Mineirão e brigam para acabar com jejum no Brasileirão

19/07/18 - 17h
CBF aguarda por Tite e espera anunciar renovação do contrato semana que vem

19/07/18 - 16h
Jogadores do Galo culpam falta de entrosamento em derrota para o Grêmio

19/07/18 - 15h
Jovens preferem passar mais tempo na internet do que fazer sexo, aponta pesquisa sobre gravidez

19/07/18 - 14h
Prazo para aposentado agendar perícia e manter benefício acaba sábado. Marcação é pela Central 135

19/07/18 - 13h
Técnico do Cruzeiro relaciona atacante Barcos para clássico desta quinta contra o América

19/07/18 - 12h
Manchetes dos jornais: “Busca de proteção das empresas contra alta do dólar quase triplica” - “Indústria digital deve gerar 30 novas profissões” - “Mulher de Cunha é condenada por evasão de divisas”

19/07/18 - 11h
Dia veio “emburrado, nevoento”, em M. Claros, desde cedo, mas previsão é de “sol o dia todo”

19/07/18 - 10h
Ministério da Saúde confirma 677 casos de sarampo em 6 estados do Brasil. Casos investigados chegam a 2.724

19/07/18 - 9h12
"Paramos diante da Casa Alves, do outro lado, na esquina da praça com rua Camilo Prates"

19/07/18 - 9h
Rússia anuncia míssil capaz de superar 20 vezes a velocidade do som, e sua produção em série, para driblar todo sistema de defesa

19/07/18 - 8h09
No dia de hoje, há 62 anos, desembarcava o 10° Batalhão da PM: “1956 – Chega a Montes Claros um contingente do 10º Batalhão de Infantaria da Polícia Militar de Minas Gerais, que ficará sediado nesta cidade. Seu Comandane é o tte. Cel. Geraldo Batista”

19/07/18 - 8h
Atlético reestreia no Brasileirão com derrota e perde a vice-liderança

19/07/18 - 7h
Preço do leite subiu até 36% em junho em relação a janeiro, afetado pela greve dos caminhoneiros e pela falta de chuva


18/07/18 - 18h
Brasileirão recomeça hoje com caras novas e 5 jogos. 50 jogadores deixaram suas equipes

18/07/18 - 17h
56 milhões na Mega-Sena desta quarta, acumulada há 7 concursos. (Ninguém ganhou com os números 08 - 09 - 11 - 25 - 39 - 41)

18/07/18 - 16h
Jornal espanhol afirma que Neymar “está na sombra” de Mbappé após a Copa

18/07/18 - 15h
Casos de sarampo aumentam em todo o mundo, alerta Organização Mundial de Saúde

18/07/18 - 14h
Galo visita Grêmio, hoje, para tentar encostar no topo do Brasileirão

18/07/18 - 13h
Manchetes dos jornais: “Decisão do STF põe em xeque gestão do lixo no país” - “Receita vai fiscalizar dinheiro vivo declarado por políticos” - “Plano de saúde caro faz surgir novas modalidades”

18/07/18 - 12h
"Então um de nós foi ali ver. A gente estava com medo. Peguei a lanterna e (...) foi quando os mergulhadores apareceram. Não sabia o que dizer, a não ser ´olá´!". (Assim, veio a salvação para "os javalis")

18/07/18 - 11h
Depois da chuva surpresa de ontem, meteorologia passa a admitir alguma chuva para M. Claros na semana que vem

18/07/18 - 11h01
Léguas de cabos elétricos são roubadas em M. Claros: "Os indícios deixados pelos bandidos revelam que utilizam tesourões e outros instrumentos cortantes de péssima qualidade (...). O produto é trocado por drogas ou vendido em sucatas clandestinas espalhadas pela cidade..."

18/07/18 - 10h57
Emergência em M. Claros: "... ficam dispensados de licitação os contratos de aquisição de bens necessários às atividades de resposta ao desastre e de prestação de serviços e de obras relacionadas com a reabilitação dos cenários dos desastres..."

18/07/18 - 10h
Conta de luz subirá até 3,86% com reajuste de receita de 69 hidrelétricas

18/07/18 - 9h34
"O Brasil está no meio de uma placa tectônica, que está equilibrada. Mas existem falhas geológicas atuando e que vão se acumulando em determinados pontos. Em determinado momento, essa energia acumulada precisa ser liberada, que é quando acontecem estes tremores"

18/07/18 - 9h30
“Até lá, a roda da existência continuará, em meio às dificuldades e incertezas, que se tornaram permanentes para os homens e mulheres deste país”

18/07/18 - 9h24
“...a carreta, que seguia no sentido contrário, fez um L na pista, gerando uma batida frontal entre os dois, que se incendiaram. Em seguida, um carro de passeio acertou a roda de um dos veículos pesados. O motorista da carreta e seu filho de seis...”

18/07/18 - 9h05
Uma incomum chuva de julho caiu em M. Claros, por volta das 23h de ontem. A meteorologia nem desconfiou, e insistia em céu aberto, apesar de o tempo nublado em vários momentos

18/07/18 - 9h
Tremor de 2 graus foi sentido em Porteirinha, na tarde de sábado. Ontem à noite, tremor quase igual ocorreu em Poços de Caldas, a 869 km de M. Claros

18/07/18 - 8h
BR-135, na Lagoinha, também ficou fechada durante toda a madrugada. Carreta e caminhão bateram de frente, pegaram fogo e uma pessoa morreu. Na hora, caía uma “chuva leve". 5 pessoas ficaram feridas, entre elas pai e filho de 6 anos

18/07/18 - 7h
Meninos e técnico da Tailândia darão entrevista, hoje, para cessar curiosidade mundial e permitir vida comum


17/07/18 - 18h
Recuperado de virose, Ricardo Oliveira volta a treinar com bola e deve reforçar o Atlético contra o Grêmio

17/07/18 - 17h
6 milhões não se vacinaram contra a gripe, mas ainda podem procurar postos de saúde

17/07/18 - 16h
Greve dos caminhoneiros também afetou o preço da carne, que deve subir mais 7% neste ano

17/07/18 - 15h
Presidente da Fifa quer Copa do Mundo com 48 participantes no Catar, em 2022

17/07/18 - 14h
Neymar sofre desvalorização de 11%, mas segue como o jogador mais valioso do planeta

17/07/18 - 13h
Tempo esteve nublado, hoje, em M. Claros, mas previsão é de “sol o dia todo sem nuvens no céu - noite de tempo aberto ainda sem nuvens”

17/07/18 - 12h
Manchetes dos jornais: “STF suspende cobrança extra em atendimentos de planos de saúde” – “Planos de saúde na pauta do Congresso”- “Dólar sobe 18% no ano e pressiona indústria”

17/07/18 - 11h
Dono da Amazon supera Bill Gates e se torna a pessoa mais rica da história moderna. Veja a nova lista

17/07/18 - 10h07
"A tragédia poderia ter sido ainda maior, pois o ônibus tinha 16 crianças (...). No Doblô, foram encontrados 6 corpos carbonizados. Também morreram os ocupantes de um Corolla e de um Uno da Prefeitura de Josenópolis"

17/07/18 - 10h
Classificação para quartas da Copa do Brasil garante ao Cruzeiro 3 milhões de reais

17/07/18 - 9h
1ª parcela (50%) do 13º dos aposentados e pensionistas será paga em agosto, acrescentando 21 bilhões na economia

17/07/18 - 8h
Mais 3 novos radares vão multar nas rodovias de Minas, a partir de hoje. 2 ficam em Curvelo, na BR-135

17/07/18 - 7h56
Múltiplo acidente na Serra de F. Sá: "A pista ficou interditada nos dois sentidos por 12 horas formando grande congestionamento. Foram contabilizadas 08 vítimas fatais (...) e 53 vítimas feridas, sendo 02 em estado grave (vermelhas)..."

17/07/18 - 7h
Temer vai à África e montes-clarense assume a Presidência da República pela 3ª vez. No STF, não ficará o vice, mas Celso de Melo


16/07/18 - 20h14
Mãe de jogador da seleção brasileira é sequestrada, e libertada, no Rio Grande do Sul

16/07/18 - 19h53
Conhecido radialista paulista morre em toboágua, inaugurado sábado em Fortaleza, a um custo de 15 milhões

16/07/18 - 18h
Cruzeiro recebe o Atlético Paranaense hoje pelo jogo de volta das oitavas da Copa do Brasil

16/07/18 - 17h
Inscrição para concurso do Patrimônio Histórico termina hoje. Há vagas para Minas e salário chega a 5 mil reais

16/07/18 - 16h
Copa da Rússia termina com a 7ª pior média de gols da história do Mundial



OUÇA E VEJA A 98 FM
Todos direitos pertecentes a Rádio Montes Claros 98,9 FM. O material desta página
não pode ser publicado, transmitido por broadcasting, reescrito ou distribuído
sem prévia autorização