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montesclaros.com - Ano 26 - sábado, 30 de agosto de 2025

"Biocombustível de macaúba mudará vida de agricultores em MG" disse o presidente Lula em M. Claros, em rápida viagem na tarde desta sexta-feira

Sexta 29/08/25 - 20h32

20h31m, sexta-feira, da Agência Brasil:




Biocombustível de macaúba mudará vida de agricultores em MG, diz Lula
Lula inaugura empresa que investirá R$ 3 bi em biocombustíveis em MG


LUIZ CLAUDIO FERREIRA - REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL


Publicado em 29/08/2025 - 20:31 Brasília - Montes Claros (MG), 29/08/2025 - A agricultora Maria Eunice Soares de Machado Costa, de 60 anos de idade, moradora de Montes Claros (MG), descobriu que a macaúba que planta em sua roça poderia transformar não só a própria realidade, mas também mudar o mundo.
Nesta sexta (29), ela foi chamada de “revolucionária” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na inauguração do Centro de Tecnologia e Inovação Agroindustrial da empresa Acelen Renováveis. Vai ser pela macaúba que será produzido biocombustível com um investimento previsto de US$ 3 bilhões.
“Para mim, é uma grande alegria saber que nós, agricultores, vamos fazer parte desse investimento que vai não só favorecer a nós, mas também ao meio ambiente”, disse a trabalhadora rural. Ela faz parte da Cooperativa dos Agricultores Familiares e Agroextrativista Ambiental do Vale do Riachão.
No evento de inauguração, o presidente Lula pediu para que ela contasse ao público e às outras autoridades presentes que, desde a década de 1990, ela luta pela sustentabilidade da região.
“Essa mulher tem muito a ver com a história da sobrevivência da macaúba aqui nessa região”, testemunhou Lula.
Luta pela produção
Ao microfone, lembrou que o Rio Riachão, que banha a área, começou a secar depois que fazendeiros da região instalaram pivôs de irrigação apenas para as próprias terras e tirando água dos pequenos produtores. “Foi uma luta muito grande durante três anos. Até que conseguimos lacrar os pivôs dos grandes produtores”, disse a agricultora.
Segundo explica a empresa, o fruto extraído pelos produtores passa pelo processo de limpeza e esmagamento. Depois, o óleo vegetal vira querosene de aviação verde, um diesel verde.
O projeto envolve uma área plantada de 180 mil hectares, sendo que 20% são de pequenos agricultores. A previsão é que, em 10 anos, sejam gerados 85 mil empregos.

O presidente Lula, ao celebrar o trabalho dos pequenos produtores e a inauguração da empresa, defendeu que o Brasil será o campeão mundial na transição energética e dos combustíveis renováveis. Ele garantiu que a produção não fará com que sejam derrubadas florestas para plantar macaúba. “Nós temos mais de 40 milhões de hectares de terra degradadas”.
Além disso, o presidente defendeu parcerias comerciais em prol da sustentabilidade do planeta.
“Nós é que temos que pensar que tipo de projeto de desenvolvimento que nós queremos. A gente não pode ficar na expectativa de que ficar rindo para os Estados Unidos vai fazer aquilo que nós precisamos”, disse o presidente.
Ele enfatizou que não se pode esperar que outros países resolvam os problemas do Brasil. “A gente não tem tempo de reclamar, a gente não tem tempo de chorar. A gente tem que acreditar e fazer as coisas acontecerem”, afirmou.
Ele celebrou o empreendimento e garantiu que será transformador para os produtores rurais. “Enquanto a planta não der a primeira colheita, os agricultores vão receber um pró labore”, disse o presidente.
Políticas públicas
Também no evento desta sexta, o técnico de operações sênior da empresa, João Paulo dos Santos Fonseca, disse ao presidente que as políticas públicas foram decisivas para mudar a sua vida.
Ele concluiu a graduação dele em engenharia de produção com Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) sem que as dificuldades financeiras interrompessem os estudos.
“Essa oportunidade transformou a minha vida. Hoje, na empresa, tenho o privilégio de contribuir com entusiasmo para a transição energética do Brasil. Que a minha presença aqui possa inspirar outros jovens a acreditarem no seu potencial”, disse.

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18h48m, sexta-feira, do jornal Estado de Minas, de BH:

Silveira reafirma compromisso do governo com metas de descarbonização

Lula e ministro de Minas e Energia participaram da inauguração de fábrica para desenvolvimento de tecnologia para produção de Combustível Sustentável de Aviação
Luiz Ribeiro

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, celebrou nesta sexta-feira (29/8) a inauguração do Centro de Tecnologia e Inovação Agroindustrial, o Acelen Agripark, da Acelen Renováveis, empresa que trata de desenvolvimento de energia renovável, em Montes Claros, no Norte de Minas.

O ministro afirmou que o Brasil segue trabalhando para produzir uma energia mais limpa e que o centro vai permitir impulsionar a descarbonização dos setores aéreo e de transportes.

"Transformando o setor de combustível nacional para cumprir as metas de descarbonização já que o Brasil é o líder da transição energética global tanto no setor elétrico, eólico, hídricas que geram energia segura, limpa e renovável", afirmou.

No local serão realizadas pesquisas para desenvolvimento da macaúba, palmeira brasileira, na produção do Combustível Sustentável de Aviação e Diesel Verde, que substitui o uso de querosene para aviação e é menos poluente.

Silveira alega que serão plantados mais de 180 mil hectares em áreas degradadas no Norte de Minas e interior da Bahia, privilegiando as menores propriedades e a agricultura familiar da região.

A construção do local custou R$ 314 milhões, sendo que R$ 258 milhões foram aportados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A empresa ainda deve aportar cerca de US$ 3 bilhões em conjunto que conta com a construção de uma biorrefinaria na Bahia e construção de outras infraestruturas para produção de combustíveis verdes.

Em 2024, Lula aprovou a Lei do Combustível do Futuro que estabelece metas para redução de emissões de CO2 e outros poluentes na atmosfera.

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21h16m, sexta-feira, do jornal O Tempo, de BH:

Com recado a ambientalistas, Lula defende produção industrial em Montes Claros

Presidente lembrou início do programa de desenvolvimento dos biocombustíveis no país
Hermano Chiodi

O presidente Lula (PT) foi a Montes Claros, no Norte de Minas, para inaugurar o Centro de Tecnologia e Inovação Agroindustrial da Acelen Renováveis, o Acelen Agripark. A empresa irá produzir combustível de aviação (SAF) a partir do óleo de macaúba, uma planta comum na região.

Foram R$ 314 milhões investidos, sendo R$ 258 milhões financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O complexo integra o projeto de biocombustíveis da empresa e prevê investimentos iniciais de 3 bilhões de dólares para produção de até 1 bilhão de litros de SAF por ano, a partir de 2028.

Lula lembrou das resistências que o biocombustível enfrentou, inclusive dentro do PT, com a acusação de que iriam substituir a produção de alimentos para destinar as terras à produção de combustível.

“Aquela ideia da Dilma (Rousseff, ex-presidente e ex-ministra de Minas e Energia) e do Roberto Rodrigues (ex-ministro da Agricultura), de criar o biodiesel, permite que a gente esteja inaugurando hoje uma indústria que vai receber, em dez anos, quase R$ 16 bilhões. A gente está mostrando para o mundo que não tem mais volta. O Brasil será campeão mundial em transição energética e combustível renovável. E não se preocupe nenhum ambientalista que nós não vamos derrubar florestas para plantar macaúba. Nós temos mais de 40 milhões de hectares de terras degradadas que nós podemos utilizar para isso”, disse.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, um dos presentes na cerimônia, destacou a importância da inauguração do Centro, que será fundamental para a expansão da capacidade de produção dos biocombustíveis no Brasil e impulsionar a descarbonização dos setores aéreo e de transportes. Esses, segundo ele, são alguns dos principais objetivos da Lei do Combustível do Futuro, desenvolvida pelo governo e sancionada pelo presidente Lula em 2024.

"Aqui está brotando o combustível do futuro. O óleo de macaúba vira o SAF, que substitui o querosene nos aviões e reduz muito a poluição do meio ambiente. Isso simboliza a união entre a tradição do cultivo de macaúba e o que há de mais avançado na tecnologia mundial em biocombustíveis. Além disso, é criação de oportunidades econômicas e sociais desde a semente até o produto final. E aqui, neste projeto, cerca de 20% das plantações de macaúba estão sendo destinadas para a agricultura familiar. Isso é prova de que o biocombustível não concorre com a plantação de alimentos. Pelo contrário!", afirmou Silveira.

Segundo o governo federal, a Lei do Combustível do Futuro (14.993/24) foi uma mudança decisiva para estruturar o mercado de Combustível Sustentável de Aviação (SAF, na sigla em inglês) no Brasil, ao estabelecer metas obrigatórias de redução das emissões do setor aéreo a partir de 2027 e criar previsibilidade para novos investimentos. Os biocombustíveis, como o SAF, tem potencial de redução de até 80% das emissões de CO2.

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