Vigilância do Cindacta 3, em Brasília, identificou no Norte de Minas "risco à integridade de tripulações e de passageiros de aeronaves que operam na região", causado por sinais criminosos de rádio, e até de maneira reincidente. Polícia Federal está mobilizada
Terça 24/02/26 - 10h48PF combate atividades de rádio clandestina em Ninheira/MG
Sinais de emissora, sediada em Ninheira/MG, interferiam em operações aeronáuticas
Montes Claros/MG.
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (24/2), a Operação Sintonia Alternativa, com o objetivo de reprimir a prática de atividade clandestina de radiodifusão no município de Ninheira/MG, no Norte de Minas Gerais.
A ação contou com a presença de servidores da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e resultou no cumprimento de mandado de busca e apreensão e na decretação de prisão preventiva de um reincidente na conduta criminosa.
As investigações apontaram risco concreto à segurança do tráfego aéreo, a partir de denúncias encaminhadas pelo CINDACTA III, que identificou interferências em comunicações aeronáuticas, colocando em risco a integridade de tripulações e de passageiros de aeronaves que operam na região.
O investigado já havia sido alvo de fiscalizações e de procedimentos administrativos desde 2016, em razão da identificação de diversas operações ilegais de radiodifusão a ele vinculadas.
A conduta é tipificada como desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicações, crime cuja pena pode chegar a até quatro anos de detenção, além de multa.
A gravidade dos fatos foi corroborada pela Anatel, que registrou, ao menos três vezes entre o final de 2025 e o início de 2026, interferências clandestinas prejudiciais em radiofrequências regularmente destinadas às comunicações aeronáuticas.
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Resumo:
A Polícia Federal deflagrou operação em Ninheira, no Norte de Minas, para combater rádio clandestina que interferia em comunicações aeronáuticas, cumprindo mandado de busca e prisão preventiva de investigado reincidente.
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12h59m, terça-feira, do jornal O Tempo, de BH:
Operação da PF desmonta rádio ilegal que ameaçava segurança de voos no Norte de Minas
As investigações apontaram risco concreto à segurança do tráfego aéreo, a partir de denúncias encaminhadas pelo CINDACTA III, que identificou interferências em comunicações aeronáuticas provenientes de sinais captados em coordenadas compatíveis com a localização da emissora clandestina.
Tais interferências colocavam em risco a integridade de tripulações e passageiros de aeronaves que operam
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (24/2), a Operação Sintonia Alternativa, com o objetivo de reprimir a prática de atividade clandestina de radiodifusão no município de Ninheira/MG, no Norte de Minas Gerais.
A ação, que contou com a presença de servidores da Anatel, resultou no cumprimento de mandado de busca e apreensão e na decretação de prisão preventiva de um homem de 37 anos, em razão de sua reincidência na conduta criminosa.
As investigações apontaram risco concreto à segurança do tráfego aéreo, a partir de denúncias encaminhadas pelo CINDACTA III, que identificou interferências em comunicações aeronáuticas provenientes de sinais captados em coordenadas compatíveis com a localização da emissora clandestina.
Tais interferências colocavam em risco a integridade de tripulações e passageiros de aeronaves que operam na região.
A gravidade dos fatos foi corroborada pela Agência Nacional de Telecomunicações, que registrou, ao menos três vezes entre o final de 2025 e o início de 2026, interferências prejudiciais em radiofrequências regularmente destinadas às comunicações aeronáuticas, todas atribuídas a transmissões de origem clandestina. O investigado já havia sido alvo de fiscalizações e procedimentos administrativos desde 2016, em razão da identificação de diversas operações ilegais de radiodifusão a ele vinculadas.
A conduta é tipificada como desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicações, crime cuja pena pode chegar a até quatro anos de detenção, além de multa. No Brasil, o serviço de radiodifusão (rádio e televisão) é de competência exclusiva da União, conforme estabelece a Constituição Federal.
O controle estatal do espectro de radiofrequências é indispensável para evitar interferências em serviços essenciais, como comunicações aeronáuticas, de emergência, policiais e hospitalares.
Emissoras que operam sem autorização podem comprometer esses sistemas e colocar vidas em risco, razão pela qual a fiscalização é fundamental para garantir segurança, ordem e o adequado funcionamento dos serviços públicos.


