Ministro Toffoli nega como "absurdo total" que tenha gravado reunião em Brasília
Sábado 14/02/26 - 6h53O noticiário das últimas horas confirma:
O clima no Supremo Tribunal Federal piorou após a divulgação de trechos de uma reunião reservada que decidiu a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Banco Master.
De acordo com relatos de ministros ouvidos amplamente pela imprensa, parte expressiva do conteúdo é fidedigna e reproduz frases literais ditas durante o encontro, o que levanta a suspeita de que as reuniões tenham sido gravadas clandestinamente.
Os encontros foram realizados a portas fechadas, sem a presença de assessores ou funcionários, e contaram apenas com os dez ministros da Corte.
Oito ministros teriam se posicionado a favor da permanência de Toffoli na relatoria.
Apenas o presidente da Corte, Edson Fachin, e a ministra Cármen Lúcia teriam se manifestado pela saída.
Cármen Lúcia, conforme os trechos divulgados, teria dito, segundo o noticiário: "Todo taxista que eu pego fala mal do Supremo. A população está contra a Corte". E teria complementado que era necessário "pensar na institucionalidade", defendendo que o caso fosse resolvido antes do Carnaval "para isso não ficar sangrando, porque não é só você que sangra, é a Corte inteira".
Os ministros teriam chegado ao acordo: Toffoli deixaria a relatoria voluntariamente, e em troca a Corte divulgaria uma nota conjunta afastando qualquer suspeição sobre ele e garantindo a validade de todos os atos já praticados no inquérito.
O novo relator sorteado foi o ministro André Mendonça.
Após a decisão adotada, diz o noticiário, integrantes ficaram perplexos, pois trechos divulgados continham muitos detalhes.
O ministro Toffoli negou veementemente a divulgação .
Em declaração à imprensa, classificou a acusação como "absurdo total" e disse que nunca gravou ninguém.
O novo relator, André Mendonça, já se reuniu com delegados da Polícia Federal para conhecer o andamento das investigações sobre o Banco Master, que tem um rombo estimado em 50 bilhões de reais e é considerado o maior caso de fraude da história do sistema financeiro brasileiro, segundo repete o amplo noticiário.


